Dois anos atrás, quando realizamos o primeiro Encontro das Cidades ODS, foi um grande desafio: conectar nossa cidade, outras cidades, instituições que monitoram os ODS no País, bancos, o terceiro setor tão importante, empresas portuárias, artesãos, cartunistas, músicos, atores — uma verdadeira união de pessoas e propósitos. Tudo isso sem recursos financeiros, mas com enorme determinação para gerar conexões, ecossistemas e ações voltadas à Agenda 2030.
Eu havia tirado férias um mês antes e guardei todo o recurso para cobrir possíveis falhas de parceiros. E aconteceu: na antevéspera do evento, estava à noite serrando madeiras, comprando materiais e ferramentas para montar a exposição “17 Cartoons para mudar o mundo”. Paguei metade dos cachês dos cartunistas e adiantei recursos para a plotagem… e deu certo! No caminho, Diego Nunes abraçou a proposta e ajudou muito na construção do evento, estruturando, captando e dando segurança para que se tornasse realidade. A partir dessa ação, colocamos nossa cidade no radar ODS do País. Algo diferente e relevante estava acontecendo em Santos.
Passados dois anos, a cidade se tornou referência nacional. Tudo começa pela Prefeitura de Santos: os prefeitos Paulo Alexandre Barbosa e Rogério Santos acreditam nessa agenda urgente dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e reafirmaram o compromisso com o Programa Cidades Sustentáveis, desde 2012, que traz uma jornada positiva e de alto impacto na gestão pública municipal.
Entre 2024 e 2026, mais de 150 prefeituras, secretarias estaduais, ministérios e a Secretaria Executiva da Presidência da República, por meio do trabalho de Lavito Bacarissa da CNODS, foram conectados à pauta. Um esforço enorme, quase impossível, mas consolidado com o convite à Prefeitura de Santos para apresentar o case ODS na Gestão Pública e seus resultados no Encontro Nacional dos Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, em 2025.
Agora, no dia 15 de maio, no Parque Valongo, teremos a união de cidades, estados e ecossistemas — inovação, educação, terceiro setor (ambiental, social, inclusão de pessoas com deficiência), empresas portuárias, micro e pequenas empresas, artesãos e artistas — em uma grande mobilização pela Agenda 2030.
A programação ficou extensa, mas tudo por um propósito: garantir para esta e para a próxima geração os mesmos recursos que tivemos. Santos mostra que ir além de falar dos ODS é agir pelos ODS, com união e impacto positivo ambiental, social e de governança.
Meu agradecimento especial a Diego Nunes, por mais uma vez acreditar, apoiar e mobilizar parceiros para que tudo se concretize no dia 15 de maio, no Parque Valongo. Agradeço também à vice-prefeita Audrey Kleys, que, quando vereadora, investiu nas ações ODS e criou a lei que incluiu a Semana Global dos ODS (#ACT4SDGs da ONU) no calendário oficial da cidade, colocando Santos entre as cidades com maior número de ações no mapa global da ONU. Meu muito obrigado para todos que vêm de outras cidades, aos mobilizadores locais, às empresas que apoiam o evento e àqueles que, nos momentos difíceis em que pensei em desistir, trouxeram palavras e atitudes certas para manter minha motivação firme.
Aos que poderiam ajudar e negligenciaram ou torceram contra… as ‘portas continuam abertas’, mesmo que venham apenas para tirar fotos em backdrop e gerar conteúdo para redes sociais. Mas podem, sim, participar de ações de impacto real e ampliar o alcance das metas da Agenda 2030. São convidados mais que especiais.
Um convite a todos: é nas cidades que avançaremos nas metas globais da Agenda 2030. O Encontro das Cidades ODS deste ano é a construção de uma grande rede para nós e para os que virão. Muito obrigado.
Programação:
https://www.odssantos.com.br/2026/05/07/confira-a-programacao-completa-do-segundo-encontro-das-cidades-ods/




