Mais uma unidade da rede municipal de Santos recebe o selo ambiental ‘Escola Azul’

Mais uma unidade municipal de educação (UME) de Santos foi reconhecida com o selo ‘Escola Azul’, concedido pelo programa Maré de Ciências, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A UME Emília Maria Reis (Vila Belmiro) é a segunda escola da rede a obter a certificação em razão das ações realizadas em prol da cultura oceânica e da preservação do meio ambiente.

De forma integrada, unindo esforços da equipe gestora, funcionários, professores, educadores da jornada ampliada, alunos e famílias, a UME soma diversas atividades que contribuem para ampliar o conhecimento dos estudantes e colaborar para a construção de um mundo mais sustentável.

Dentre as ações que deram o título para a escola estão, cultivo de horta, com reutilização de materiais; compostagem, em parceria com o ‘Composta Santos’; jogos educativos feitos com materiais reciclados; simulações de oceanos com ou sem a intervenção humana; vídeos; feira das ciências; leituras; rodas de conversa; atividades em salas de aula; brechó, com verba revertida para a Associação de Pais e Mestres; campanha de arrecadação de tampinhas; entre outras atividades.

RECONHECIMENTO
Segundo a diretora da escola, Maria das Graças de Oliveira, a certificação é um reconhecimento importante do trabalho desenvolvido pelo grupo. “Fazemos pequenas iniciativas que envolvem as questões de meio ambiente. São propostas significativas, envolvendo a jornada ampliada e o ensino regular. Existe uma integração entre a prática e a teoria e, com isso, crianças estão amadurecendo nesta visão sobre a sustentabilidade e a preservação”.
“A unidade sempre realizou iniciativas sobre o meio ambiente, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Então, por que não ser uma ‘Escola Azul’ e reconhecer o que já era feito, agregar mais conhecimento e focar no cuidado do Oceano?”, destacou a educadora da oficina de meio ambiente, Cristiane Ramon Sampaio. Ela é do Instituto Arte no Dique, instituição que desenvolve as atividades de jornada ampliada na unidade. Cristiane foi a responsável por propor que a UME se inscrevesse para obter a certificação, reunindo as informações necessárias.

Além do que já é feito, a educadora propôs ainda a parceria com a Unesp, com o Museu itinerante do Grupo de Pesquisa em Biologia de Crustáceos (Crustáceos Décapodes: caranguejos, siris e ermitões) de áreas costeiras; além de outras intervenções que ainda ocorrerão. Para ela, o selo é um reconhecimento importante, mas, mais do que isso “é gratificante ver a educação ambiental acontecendo de fato. Nossa relação com o meio ambiente é de amor”.

A técnica em organização escolar (TOE) da unidade, Natália de Souza Tanque, também do Instituto Arte no Dique, já atuou como educadora da oficina de meio ambiente e comemorou a conquista. “Estamos muito felizes. Precisamos colocar esses conhecimentos no dia a dia das crianças, é uma prática que não tem que ser feita apenas na escola, mas feita fora também. É importante que as crianças entendam que vivemos em um coletivo e precisamos pensar sobre o que iremos deixar para as gerações futuras”.

Em sala de aula, no momento do ensino regular, o comprometimento não é diferente. A professora do terceiro ano, Daniella Alves Rebola, assim como as demais docentes do local, mostra na prática que ‘Escola Azul’ não é apenas um título. “A escola inteira se envolve nessa missão. Além dos conteúdos necessários sobre o meio ambiente, das ações da escola, fazemos várias atividades, falamos da limpeza das praias, de não deixar lixo e alertamos quanto a necessidade de trazer a garrafinha de água reutilizável, por exemplo”.

As famílias também estão conectadas com as ações. Nathalia Salgado Reis, 39, mãe do aluno Fernando, 9, do 3º ano, faz parte da Associação de Pais e Mestres, do Conselho de Escola e é voluntária no brechó. “A troca entre os pais e responsáveis com a escola é muito importante. Eu acredito nesta integração e no que a escola desenvolve! Estamos felizes com a conquista!”.

SELO
A UME João Papa Sobrinho foi a primeira unidade municipal a conquistar o título, em 2022, em razão das ações realizadas no projeto ‘Embaixadores do Século XXI’, que tem o objetivo de despertar nos estudantes uma consciência voltada para as questões ambientais, por meio de diversas ações e campanhas.

A rede ‘Escola Azul’, iniciativa que promove a cultura oceânica no ambiente escolar, integrando o tema oceano de forma transversal ao currículo e incentivando a formação de cidadãos conscientes e criativos, reúne instituições de ensino públicas e privadas de todo o País.

INCENTIVO
Com o objetivo de incentivar que outras escolas sigam o exemplo das UMEs João Papa Sobrinho e Emília Maria Reis, o Grupo de Educação Ambiental e Climática, equipe interdisciplinar formada por profissionais da Secretaria de Educação, tem fomentado que as unidades se inscrevam, destacando as ações que já são realizadas e propondo outras. Importante destacar que, desde de 2021, Santos conta com a Cultura Oceânica inserida de forma transversal em seu currículo (Lei Municipal nº 3.935/2021).