Santos realiza palestras preparatórias dos seis eixos temáticos para propostas municipal da Conferência Nacional para os ODS

Já estão definidos a programação e os palestrantes da I Conferência Livre ODS, que será realizada no dia 31 de março, a partir das 9h, no auditório do 5º andar do Paço Municipal (Praça Mauá, s/nº – Centro).

O evento contará com a participação de especialistas em palestras e painéis sobre seis eixos diferentes.

Organizada pelo Departamento de Políticas de Desenvolvimento Sustentável, Comitê ODS, Movimento ODS e sociedade civil, a conferência vai reunir pessoas que vivem, constroem e trabalham os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no dia a dia — integrantes da sociedade civil, coletivos, organizações, universidades, redes e grupos comunitários. É um espaço de encontro onde a experiência local vira diálogo e o diálogo, proposta.

Abertura – 9h
Lavito Bacarissa.
Secretário-executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), na Presidência da República e possui experiência na área de Estado, Governo e Políticas Públicas.
“Essa é a primeira Conferência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil. Se pensarmos o processo conferencial como uma tecnologia social desenvolvida e experimentada pelo Brasil, podemos dizer que não há paralelo no mundo para esse movimento que iremos realizar. A temática central da Conferência propõe a abordagem dos ODS, sob a perspectiva combate às desigualdades, dos direitos humanos e da democracia. Como resultado, esperamos avançar no ajuste e popularização da narrativa da Agenda e na territorialização dos ODS.”

Nina Orlow. Coordenadora do Movimento Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (MNODS) do Estado de São Paulo e possui experiência na área de Arquitetura e Urbanismo com pós-graduação em Construções Sustentáveis.
“A 1ª Conferência ODS de Santos é uma grande oportunidade para dialogar sobre a importância da visão integrada dos diversos assuntos que estão nos 18 ODS da Agenda 2030 no Brasil. Valorizar o compromisso da Gestão Pública atuando com diversos setores da sociedade, como o exemplo da cidade de Santos, é inspiração para muitos territórios.”

Eixo 1 – Democracia e instituições fortes – 9h30
Leandro Dall’Olio. Coordenador do Observatório do Futuro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), é especialista em Finanças e mestre em Gestão e Políticas Públicas. É reconhecido por sua contribuição em temas como desenvolvimento sustentável, resiliência climática e transformação institucional no setor público.
“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são uma bússola para gestores públicos que desejam entregar políticas mais eficientes, inclusivas e alinhadas aos desafios reais dos territórios. As Conferências ODS, que acontecem em todo o Brasil, reforçam esse compromisso ao reunir pessoas, boas práticas e soluções que inspiram transformações concretas. No dia 31 de março, em Santos, teremos um encontro essencial para fortalecer redes, ampliar repertório e acelerar a Agenda 2030 na gestão pública”

Eixo 2 – Sustentabilidade Ambiental – 10h
Andrée de Rider. Presidente do Instituto Supereco e Coordenadora do Comitê de ESG e Sustentabilidade da OBME – Organização Brasileira de Mulheres Empresárias, SP State Chair G100 – grupo que reúne 100 mulheres líderes mundiais atuantes em causas humanitárias e globais.
“Os ODS dão luz ao que já fazemos nos municípios e direção ao que ainda está ausente e frágil numa perspectiva urgente de um desenvolvimento socioambiental, econômico, justo e sustentável mais integrado e sistêmico. As conferências são esse espaço democrático para dialogar, construir e fazer uma leitura crítica dos avanços e do que se espera como compromisso das políticas públicas.”

Eixo 3 – Promoção da inclusão social e o combate às desigualdades – 10h30
Renato Azevedo. Executivo do projeto Produção Preta e presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB Santos.
“Esperamos ter uma boa conversa sobre vida, sustentabilidade, responsabilidade social, corporativa e convivência harmônica com a natureza. Que seja possível ser mais um momento do que está sendo construído desde 2015 e que se destina ao nosso futuro, ao nosso presente, respeitando o passado.”

Eixo 4 – Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável – 11h
Alessandro Lopes. Assessor técnico da Secretaria das Prefeituras Regionais da Prefeitura de Santos (Sepref). Experiência em planejamento urbano, sustentabilidade, infraestrutura e aplicação de tecnologias digitais na gestão pública.
“Os ODS dão direção à gestão pública, mas é a inovação tecnológica que transforma metas em decisões concretas. A metodologia Building Information Modeling, com seu conjunto de ferramentas e aplicações, permite simular eficiência energética e impactos ambientais ainda no projeto. Não por acaso, o Selo Casa Azul da CAIXA reconhece o BIM como apoio à sustentabilidade e ao planejamento de cidades mais inteligentes.”

Eixo 5 – Governança participativa – 11h30
Fábio Tatsubô. Diretor do Departamento de Políticas de Desenvolvimento Sustentável (Depods) e Coordenador Regional Baixada Santista do Movimento Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (MNODS) do Estado de São Paulo.
“Momento mais importante de toda a jornada dos ODS no País, as conferências livres são a oportunidade da sociedade se manifestar, propor ações para se transformarem em política pública na Conferência Nacional para os ODS.”

Eixo 6 – Colaboração multissetorial e financiamento da Agenda 2030 – 12h
Júlia Santa Anna Mello. Gestora de Projetos de Impacto Social e Assessora de Incidência Política e Legislativa da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).
“É muito importante discutir sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na gestão pública e a Conferência Livre dos ODS é um espaço essencial para discutir como aterrissar os ODS nas cidades de acordo com a realidade de cada território. Utilizar os ODS de forma transversal na gestão pública se mostra como um instrumento que alinha as políticas públicas a uma agenda global e que também deve ser usado como uma ferramenta que impulsiona o financiamento para cidades para o avanço na Agenda 2030.”

14h – Retorno e acolhida 
• Debates e organização das proposições apresentadas;
• Votação, priorização e apresentação das propostas eleitas para envio a etapa nacional;
• Apresentação de candidaturas e eleição de representação da etapa para a etapa nacional;
• Avaliação e encerramento oficial.


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