O aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos — como chuvas torrenciais, inundações, ressacas, e ondas de calor — é uma das consequências mais visíveis do aquecimento global, resultado direto do acúmulo de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a agropecuária intensiva intensificam esse processo, retendo calor, alterando o ciclo da água e desestabilizando ecossistemas.
Principais razões para o aumento dos extremos climáticos
- Aquecimento Global: o aumento das temperaturas do ar e dos oceanos, provocado pelo efeito estufa, desestabiliza ecossistemas e intensifica fenômenos meteorológicos.
- Ação Humana: atividades como a queima de petróleo e carvão, além do desmatamento, elevam as concentrações de dióxido de carbono (CO_2) e metano (CH_4).
- Alteração no Ciclo da Água: temperaturas mais altas aumentam a evaporação, provocando secas severas em algumas regiões e inundações intensas em outras.
- Impactos Geológicos/Meteorológicos: o desequilíbrio climático favorece a ocorrência de ciclones, tornados, tempestades de granizo e deslizamentos de terra.
Relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) reforçam que, quanto mais o planeta aquece, mais frequentes e severos serão esses eventos.
Fenômenos extremos e seus impactos
Ondas de calor, inundações, furacões e ressacas tornaram-se cada vez mais comuns nas últimas décadas. O que antes era considerado “desastre natural” passou a ser entendido como resultado da interação entre mudanças climáticas e vulnerabilidades sociais.
Segundo o Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz, eventos extremos representam uma séria interrupção no funcionamento normal de comunidades, afetando diretamente o cotidiano das pessoas. As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em abril e maio de 2024 são exemplo disso, sendo consideradas uma das maiores catástrofes climáticas da história do Brasil.
A Faculdade de Saúde Pública da USP destaca que esses eventos causam perdas materiais, humanas e animais, além de danos ambientais e riscos à saúde. Por isso, demandam medidas preventivas e estudos socioambientais para reduzir seus impactos.
Tipos principais de eventos climáticos extremos
De acordo com a USP, os seis tipos mais recorrentes são:
- Estiagem e seca
- Incêndios florestais
- Ondas de calor e de frio
- Inundações e enchentes
- Deslizamentos de terra
- Ciclones, tornados e vendavais
Esses fenômenos podem gerar perdas agrícolas, desabastecimento e contaminação da água, cortes de energia e aumento da proliferação de doenças.
Os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceções e se tornaram parte da realidade contemporânea. A ciência mostra que eles são consequência direta da ação humana sobre o planeta. O desafio agora é enfrentar o negacionismo climático, investir em políticas públicas baseadas em ciência e promover mudanças estruturais em nossos modelos de produção e consumo.
Mais do que reconhecer os impactos, é urgente agir para reduzir emissões, proteger ecossistemas e preparar comunidades para um futuro que já chegou.
Diminuir os eventos climáticos extremos exige ação coletiva: cidadãos mudando hábitos, empresas inovando em sustentabilidade e governos implementando políticas climáticas robustas. O futuro depende de escolhas feitas hoje, e cada atitude conta.



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