No dia 28/01 celebraremos o segundo Dia Internacional da Energia Limpa, instituído pela Assembleia Geral da ONU para aumentar a conscientização global e incentivar ações que promovam uma transição justa e rápida para fontes de energia limpa.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, reforça a urgência dessa mudança: “Eliminar progressivamente os combustíveis fósseis não é apenas necessário; é inevitável. Mas precisamos que os governos acelerem essa transição, com os maiores emissores liderando o caminho.”
A energia limpa, proveniente de fontes como solar, eólica, hidrelétrica e geotérmica, combate a poluição, protege comunidades vulneráveis e atende à crescente demanda mundial por eletricidade, conectando bilhões de pessoas a fontes acessíveis e sustentáveis.
A data também celebra a fundação da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), criada em 2009 para apoiar países na transição energética, promover cooperação internacional e fornecer dados sobre tecnologia, inovação, políticas e investimentos em energia limpa.
Hoje, os combustíveis fósseis — carvão, petróleo e gás — são responsáveis por quase 90% das emissões globais de CO₂, principal causador do aquecimento global. Cientistas alertam para a necessidade de reduzir essas emissões pela metade até 2030 e zerá-las até 2050 para evitar os piores impactos da crise climática.
Embora ainda dominem a matriz energética mundial, as fontes renováveis já fornecem cerca de 29% da eletricidade global. Investir em energia limpa gera três vezes mais empregos que o setor fóssil, sendo essencial para o desenvolvimento econômico sustentável.
Na COP28, em dezembro de 2023, os países concordaram em triplicar a capacidade de energias renováveis e dobrar a eficiência energética até 2030, além de criar novos planos climáticos nacionais até 2025 para garantir uma transição justa e equitativa.
Guterres propôs um Pacto de Solidariedade Climática, no qual países ricos devem fornecer financiamento e tecnologia para acelerar a transição das economias emergentes.
Mais de 200 compromissos globais de energia limpa somam mais de US$ 1,3 trilhão em investimentos voluntários até 2030.
“O aquecimento global está estourando orçamentos, elevando preços e alimentando crises. Mas a ação climática pode mudar isso. A energia renovável é um presente da natureza: boa para o planeta, nossa saúde e economia. Limpa o ar, atende à demanda por energia, conecta milhões a eletricidade acessível, traz estabilidade e economiza dinheiro — pois nunca foi tão barata.” — António Guterres, na Cúpula de Ação Climática, dezembro de 2023.
Energia limpa no Brasil: liderança e impactos
O Brasil é líder global em energia limpa, com cerca de 88% a 89% da eletricidade proveniente de fontes renováveis.
Principais impactos:
- Econômico: A expansão das renováveis pode adicionar até R$ 465 bilhões ao PIB nos próximos 10 anos. O país atrai indústrias que buscam descarbonização, graças à energia renovável barata.
- Empregos: A energia solar e eólica podem gerar entre 1,2 e 1,9 milhão de empregos até 2035. Em 2025, o setor solar deve receber mais de R$ 39 bilhões em investimentos.
- Ambiental: Em 2024, o Brasil reduziu em 16,7% suas emissões brutas de gases de efeito estufa, a maior queda em 16 anos, ajudando a cumprir metas internacionais.
- Consumo: O índice de renovabilidade nas residências atingiu 71,8%, impulsionado pelo crescimento de painéis solares.
Resumo da matriz elétrica brasileira (2024/2025):
- Hídrica: principal fonte, mas com espaço para diversificação.
- Solar e eólica: as que mais crescem, com expansão recorde de 10,9 GW em um ano.
- Biomassa: fundamental para indústria e transportes.
Benefícios para consumidores e país:
- Consumidores: redução de até 95% na conta de luz residencial, retorno do investimento em cerca de 2,7 anos, valorização do imóvel e proteção contra inflação energética.
- País: competitividade global, economia de mais de US$ 28 bilhões com menor uso de combustíveis fósseis, diversificação e segurança energética, e atração de bilhões em investimentos anuais.
Em resumo, a energia limpa no Brasil impulsiona a sustentabilidade ambiental, o crescimento econômico, a geração de empregos e fortalece a posição do país no cenário energético mundial.
Confira o pronunciamento:
https://youtu.be/NKyoJPgtIx4



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