Durante o Carnaval de Santos 2025, foram retiradas 4.122 toneladas de lixo das ruas. Se parte desse volume fosse revertido para cooperativas de reciclagem, haveria um impacto econômico significativo: considerando valores médios de mercado de recicláveis no Brasil, esse montante poderia gerar entre R$ 1,6 milhão e R$ 2 milhões em benefícios diretos para catadores e cooperativas.
O Carnaval é uma das maiores festas populares do Brasil, mas também deixa um rastro de resíduos que desafia a gestão urbana. Em Santos, só em 2025, foram recolhidas:
- Sábado: 1.424 toneladas
- Domingo: 566 toneladas
- Segunda-feira: 1.145 toneladas
- Terça-feira: 987 toneladas
Total: 4.122 toneladas de lixo
Mais do que números, o Carnaval nos lembra que todos nós somos responsáveis pelo lixo que produzimos. Cada lata, garrafa ou embalagem descartada de forma incorreta aumenta os custos da limpeza urbana, pressiona o aterro do Sítio das Neves e contribui para o aquecimento global.
E podemos ajudar:
- Descartando corretamente nossos resíduos.
- Usando os pontos de coleta seletiva.
- Reduzindo o consumo de descartáveis.
- Valorizando o trabalho das cooperativas e catadores.
Os números impressionam, mas também abre espaço para reflexão: e se parte desse volume fosse destinado às cooperativas de reciclagem?
Potencial econômico para cooperativas
Segundo dados do CEMPRE e do Atlas da Reciclagem da ANCAT, os preços médios dos materiais recicláveis variam bastante:
- Papel/papelão: R$ 200–300 por tonelada
- Plásticos: R$ 800–1.200 por tonelada
- Alumínio: até R$ 5.000 por tonelada
- Vidro: R$ 100–150 por tonelada
Como o lixo urbano é misto e nem todo material é reciclável, estima-se que cerca de 40% do total poderia ser reaproveitado. Aplicando valores médios de mercado, isso representaria mais de R$ 1,5 milhão poderiam ser revertidos em renda para cooperativas e catadores, fortalecendo a economia circular e promovendo inclusão social.
Caminhos para um Carnaval Sustentável
- Coleta seletiva nos blocos e desfiles: instalar pontos de descarte para recicláveis.
- Parcerias com cooperativas locais: garantir que parte do material vá direto para triagem e reaproveitamento.
- Campanhas educativas: incentivar foliões a descartarem corretamente seus resíduos.
- Inovação tecnológica: uso de aplicativos e sensores para monitorar pontos de maior geração de lixo.
- Valorização dos catadores: remuneração justa e reconhecimento como agentes ambientais.
O Carnaval é festa, cultura e alegria. Mas também pode ser um laboratório de sustentabilidade. Podemos transformar toneladas de resíduos em oportunidade, não apenas limpando suas ruas, mas também gerando renda, inclusão e justiça social.
Carnaval passa, mas o impacto fica. Que esse impacto seja positivo, sustentável e humano.



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