Praia Grande registrou crescimento expressivo na coleta de embalagens de vidro desde a instalação dos novos contêineres em março deste ano. O volume saltou de 4.075 quilos em abril para 5.310 quilos em junho, um aumento de aproximadamente 30%. Para o secretário adjunto da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb), Israel Lucas Evangelista, os números demonstram a adesão da população e, principalmente, dos comerciantes que utilizam garrafas e recipientes de vidro em grande escala.
Atualmente, são 15 contêineres distribuídos em centros comerciais estratégicos, próximos a bares e restaurantes. “A intenção é estimular o comércio local a participar, separando e levando o material até os pontos de coleta. O maior volume vem dos estabelecimentos do entorno, e os dados mostram que eles estão aderindo”, afirma Evangelista.
Conscientização e engajamento
Para ampliar a participação, a Sesurb realiza ações conjuntas com a Subsecretaria de Ações e Cidadania. Em março, foram feitas 112 visitas de orientação a comércios, com distribuição de folders, cartazes e QRCode para acesso rápido às informações. Além disso, os contêineres podem ser remanejados conforme a demanda, garantindo maior eficiência no sistema de descarte.
Cooperação e sustentabilidade
O projeto integra o programa Vidro Vira Vidro, fruto de acordo entre a Prefeitura, a Verallia (produtora de embalagens, responsável pelos contêineres) e a Massfix (empresa que realiza a reciclagem). Cada coletor tem capacidade para até 800 quilos e traz instruções sobre o descarte correto. Podem ser depositados potes, garrafas, frascos de perfume, copos e vidros quebrados. Já cristais, porcelanas, cerâmicas, lâmpadas, telas de TV, embalagens de medicamentos e lixo hospitalar não devem ser colocados.
Além de preservar o meio ambiente, a iniciativa garante segurança ao evitar que objetos cortantes sejam descartados no lixo comum. O vidro é 100% reciclável e pode ser reutilizado sem perder qualidade, reduzindo a extração de matérias-primas como areia e calcário e diminuindo a emissão de CO².
Benefícios adicionais
A logística reversa do vidro contribui não apenas para a reciclagem, mas também para a saúde pública, evitando que garrafas acumulando água se tornem criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Produzido a partir de areia, barrilha e calcário, o vidro tem tempo de decomposição considerado indeterminado — podendo levar milhares de anos para desaparecer.
Segundo a Verallia, apesar de ser totalmente reciclável, cerca de 75% do vidro consumido no Brasil ainda vai parar em aterros sanitários. O programa busca reverter esse quadro, ampliando a circularidade do material e promovendo educação ambiental junto à sociedade.




