Alunos do 5º ano C da UME Florestan Fernandes I (Embaré) participaram de vivência unindo arte, memória e ancestralidade para celebrar o Dia dos Povos Originários (comemorado em 19 de abril). A atividade desta semana levou para os estudantes a palestra e oficina A Arte do Engobe – Cerâmica Ancestral, do educador João Rivera, do Instituto Ubuntu.
As crianças puderam conhecer a história da cerâmica indígena no Brasil; povos originários e seus conhecimentos artísticos; grafismos e simbologias tradicionais; o barro como elemento de memória e resistência; e a sustentabilidade e materiais naturais na arte. Na etapa prática, experimentaram técnicas de pintura em argila, criação de grafismos autorais e contato direto com a linguagem da cerâmica ancestral, uma das mais antigas formas de expressão humana.
Segundo João Rivera, o objetivo foi valorizar os conhecimentos caiçaras passados pelos indígenas por meio da arte cerâmica. “A proposta nasce do desejo de aproximar crianças, jovens e comunidades de técnicas ancestrais utilizadas há séculos pelos povos originários, especialmente o engobe, que é uma pintura natural feita com argila e pigmentos da terra”.
Para ele, este tipo de prática para escolas e espaços comunitários é fundamental, porque amplia repertórios, combate estereótipos e mostra que a cultura indígena está viva, presente e merece reconhecimento. “Nosso objetivo é que cada participante saia da oficina não apenas com uma peça produzida, mas também com um novo olhar sobre a ancestralidade brasileira e sobre a potência da arte como ferramenta de transformação social”.
CONVITE
A atividade ocorreu após o convite da educadora da oficina Laboratório de Saberes, Luciana Rivera, esposa de João e integrante da entidade Pró Viver, instituição responsável pelas atividades de jornada ampliada na unidade.
A ação contou com o apoio da Secretaria de Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.




