Para oferecer novas oportunidades aos funcionários que já atuam na unidade e reeducandos envolvidos em programas de reinserção social, a Ecofábrica da Zona Noroeste iniciou nesta segunda-feira (2) cursos de marcenaria e elétrica.
As formações terão duração de dois meses, com aulas duas vezes por semana, totalizando três horas por encontro. Ao final, todos os participantes receberão certificado. O curso de marcenaria contará com seis alunos, enquanto o de elétrica terá oito participantes.
A parte teórica será apoiada por apostila ilustrada, facilitando a compreensão dos temas abordados. O primeiro módulo será comum aos dois cursos, apresentando fundamentos essenciais como uso correto de ferramentas, unidades de medida, matemática básica e aplicada, desenho e linguagem técnica, além de normas de segurança do trabalho e utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Na etapa prática, os alunos serão desafiados a aplicar os conhecimentos adquiridos diretamente na Ecofábrica. Ao final da formação, todos deverão desenvolver soluções funcionais, passando por todas as etapas do processo, do desenho à confecção ou produção final.
O curso de marcenaria será ministrado por Carlos Eduardo Barbosa, engenheiro com pós-graduação em docência e integrante da equipe da Ecofábrica desde a implantação da unidade. Já o curso de elétrica ficará a cargo de Rogério Luiz, técnico em eletrotécnica com experiência na área.
REEDUCANDOS
A iniciativa está integrada Projeto Reeducandos, desenvolvido em parceria entre a Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) e a Central de Penas e Medidas Alternativas (CPP) de São Vicente. Possibilita que condenados em regime monitorado atuem em atividades de zeladoria urbana, como manutenção de praças, vias públicas, capinação e jardinagem, com jornada de trabalho de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Além da remuneração, os participantes têm direito a benefícios e à remição de pena, na proporção de um dia a menos a cada três dias trabalhados.
MUDANÇA DE VIDA
Aos 29 anos, Luis Felipe Borges vive um momento de transformação. Reeducando e há três meses atuando no setor de marcenaria da Ecofábrica, encontrou no trabalho manual muito mais do que uma ocupação diária: a oportunidade concreta de mudar de vida.
Desde cedo, Luis Felipe sempre demonstrou afinidade com atividades manuais. O contato com a marcenaria despertou ainda mais o interesse, trazendo não só aprendizado técnico, mas também motivação e esperança. “Sempre gostei de tarefas que envolviam criatividade e habilidades manuais, como reparos de objetos por exemplo”, conta. Agora, pela primeira vez, ele tem acesso a cursos especializados em marcenaria e elétrica, algo que nunca havia sido possível antes.
Cada nova técnica aprendida representa um passo em direção ao futuro. O objetivo é se aprimorar, ganhar experiência e, quando concluir esse ciclo, estar preparado para ingressar no mercado de trabalho. “Quero sair daqui com uma profissão”, projeta.
A rotina na Ecofábrica vai além da produção. É também um espaço de aprendizado, disciplina e reconstrução de sonhos. Para Luis Felipe, a chance de se profissionalizar significa “a possibilidade de alcançar grandes objetivos pessoais e profissionais”, abrindo caminhos para uma nova história.



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