Artigo ODS no DL. Santos celebra 480 anos com os ODS em seu DNA

“A terra que ensinou à Pátria a caridade e a liberdade chega aos 480 anos reforçando seus conceitos de dignidade, criatividade e inovação”. Fundada em 1546 por Brás Cubas, Santos completa 480 anos reafirmando sua identidade histórica e sustentável. Desde o período colonial, quando se destacou como porto estratégico para a exportação de açúcar, até o século XIX, quando se tornou essencial no ciclo do café, a cidade consolidou-se como motor econômico e cultural do Brasil.

O brasão oficial, adotado em 1913, traz o lema em latim Patriam Charitatem et Libertatem Docui (“Ensinei à Pátria a Caridade e a Liberdade”), valores que dialogam diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ramos de cana e café simbolizam a força econômica que moldou a cidade, enquanto a palavra “liberdade” conecta Santos à Independência do Brasil e ao legado de José Bonifácio, o Patriarca da Independência. Bonifácio também foi pioneiro em ideias ambientais: já em 1819 defendia a conservação florestal, a agricultura sustentável, o uso responsável de minerais e a educação ambiental, antecipando debates que hoje são centrais na Agenda 2030.

Com 281 km² de área, Santos preserva cerca de 89% de sua região continental como Área de Preservação Permanente, incluindo morros e manguezais da Mata Atlântica. Essa vocação ambiental reforça que Santos não apenas carrega os ODS em sua origem, mas os pratica em seu território. A cidade é engajada na Agenda 2030 com iniciativas como o Movimento ODS Santos, o Manifesto ESG do Porto, o Manifesto ESG das MPEs, o Corredor Azul do Sebrae e a Blue Economy Santos, todos alinhados ao ColaBora Mundo e posicionando Santos como a cidade que com mais ações ODS no mapa global da ONU, o #ACT4SDGs.

Neste aniversário de 480 anos, Santos celebra com entregas sustentáveis de impacto social, econômico e ambiental. Entre os destaques está o inovador Parque Palafitas, que vai transformar a vida das famílias mais vulneráveis no Dique da Vila Gilda. Soma-se a isso o primeiro ônibus elétrico da cidade, já voltado para a transição energética, e a entrega do novo Mercado Municipal, que se tornará um polo de economia criativa, gerando renda e trabalho na Vila Nova.

Para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, o município amplia os investimentos em drenagem. Estão previstos quase R$ 500 milhões na construção de cinco estações elevatórias, que vão reduzir os impactos das chuvas intensas e da maré alta, beneficiando moradores de bairros como Saboó, Chico de Paula, Rádio Clube e Santa Maria, além de quem circula pela entrada da cidade.

No setor de habitação, os projetos ultrapassam R$ 300 milhões, tornando realidade o sonho da casa própria para centenas de famílias, com empreendimentos planejados em bairros como Jabaquara, Paquetá, Centro, Areia Branca, Encruzilhada, Estuário e Vila Mathias. Na área de educação, diversas obras já começaram e outras estão em fase de projeto. A futura Etec/Fatec da Zona Noroeste receberá investimento de R$ 40 milhões. Entre as novas unidades municipais de ensino, destacam-se a UME Edson Arantes do Nascimento, no Gonzaga (R$ 40 milhões), a UME Flávio Cipriano, no São Manoel (R$ 20 milhões), e a UME Hilda Rabaça, na Vila Haddad (R$ 8,5 milhões).

Hoje, Santos reafirma seu papel como cidade portuária e sustentável, colocando em prática o conceito de Porto-Cidade, alinhando boas práticas ESG das empresas portuárias à sinergia com as ações dos ODS no município. Assim, celebra seus 480 anos como cidade que une história, liberdade e sustentabilidade, projetando um futuro resiliente e inclusivo.

Fábio Tatsubô
Coordenador Regional BS do Movimento Nacional ODS SP

Confira no DL:
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